| Comissões de trabalho
envolvendo membros do Governo e o grupo de conselheiros internacionais
do Chefe do Estado deverá produzir até Outubro do
próximo ano recomendações específicas
para o desenvolvimento da área dos transportes aéreos
e do turismo no país. Estes dois sectores marcaram o encontro
entre o Chefe de Estado Armando Guebuza, e o Grupo de Conselheiros
Internacionais, que se realiza anualmente abordando diversas questões
que podem impulsionar o desenvolvimento do país.
Falando na abertura do encontro, que decorreu à porta fechada,
o chefe de Estado disse que devido a este grupo de conselheiros
internacionais hoje existe uma maior compreensão das necessidades
de investimento do país, que merece igualmente uma grande
simpatia e carinho da comunidade internacional. Com efeito, segundo
o Chefe de Estado, este grupo tem mobilizado a opinião pública
para os problemas que o país atravessa.
Fazendo um breve balanço, Armando Guebuza disse que apesar
das calamidades que se abateram sobre o sul e centro do país
e as explosões do paiol de Malhazine, Moçambique continua
a registar crescimento e os problemas estão a ser transformados
em oportunidades no combate à pobreza.
No encontro, foram tratados apenas os temas relacionados com o transporte
aéreo e o turismo, resultantes de um trabalho de pesquisa
que atende às potencialidades do país, com cerca de
2700 quilómetros de costa.
Segundo Luís Covane, porta-voz do encontro, o turismo não
pode ser dissociado do transporte aéreo. Tal significa que
devem ser estudadas as formas de mais operadores investirem em Moçambique
na área de transporte aéreo como facilitador do turismo.
Existem já propostas concretas, cujo teor não foi
avançado, que deverão ser sistematizadas pela comissão
conjunta ora constituída.
Segundo Covane, é preciso considerar que não será
o transporte aéreo que vai impulsionar o turismo, se não
estivermos internamente organizados. Para o efeito, será
preciso investir no turismo, disponibilizando mais camas, serviços
de qualidade, restaurantes e outras facilidades.
O Chefe de Estado, esteve reunido com sete conselheiros, grupo do
qual faz parte Lakshmi Mittal, cuja empresa, a ArcelMittal, controla
a produção mundial do aço e que foi considerado
pela revista Time, em Maio, como sendo uma das cem pessoas mais
influentes do globo.
O grupo é constituído por pessoas ligadas a negócios
na qualidade de presidentes de empresas multinacionais que recorrem
à sua experiência e trazem a sua sensibilidade e sabedoria.
“Isto mostra que o desenvolvimento de Moçambique não
pode ser feito de forma fechada, não temos as chaves de todas
as soluções. Foram seleccionadas com base na sua experiência
e podem ajudar o Governo de Moçambique a abrir as portas
para o investimento estrangeiro”, disse Luís Covane.
Fonte: Jornal Notícias
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